Os tumores de pele são classificados em benignos, que raramente se transformam em câncer e malignos. • Benignos Lipomas, hemangiomas, verrugas, ceratoses seborreicas, cistos epidérmicos (cistos sebáceos) e nevos são exemplos de tumores benignos. Por não causarem problemas graves, geralmente não necessitam de tratamento. Entretanto, há casos em que há necessidade de intervenção específica, como, por exemplo, quando ocorre infecção, há suspeita de lesão pré-maligna e desconforto estético. Se houver dúvida sobre a malignidade, é indicado realizar uma biopsia, procedimento capaz de afastar a suspeita. •Malignos O câncer de pele é o tipo de tumor mais incidente na população. Por isso, é importante fazer visitas regulares ao médico dermatologista para prevenir o problema, além de diagnosticar e auxiliar no tratamento do mesmo. Os tumores malignos de pele são separados em dois grupos: nevo melanocítico e melanoma. Os tumores não melanoma podem ser classificados em: •Basocelular: é o mais frequente e o menos agressivo. •Espinocelular: é o mais agressivo, com crescimento rápido. Existem vários fatores de risco que predispõem uma pessoa a desenvolver um câncer de pele, tais como: exposição solar, idade avançada, pessoas de pele mais clara, histórico familiar e pessoal (ou seja, familiares que já tenham tido ou o próprio indivíduo) e imunidade enfraquecida. – Melanoma É o mais perigoso dos tumores de pele, pois pode invadir outros órgãos e espalhar pelo corpo. A cirurgia é o tratamento padrão para praticamente todos os tipos de câncer de pele, na qual é realizada a remoção completa do tumor e a análise pela patologia, o que geralmente confere cura definitiva da doença. Quando a localização e o tamanho são pequenos, é possível realizar o procedimento em consultório com posterior análise patológica. Em casos de tumores maiores e mais complexos, há necessidade de realizar o procedimento em ambiente hospitalar com patologista para congelar a peça e fazer um estudo patológico no mesmo ato. Independente do caminho seguido para remoção e análise do tumor, o cirurgião plástico é responsável pela condução do procedimento cirúrgico junto com sua equipe (dermatologista, patologista, anestesista) para preservar a saúde e aparência do paciente. O cirurgião plástico busca o conhecimento da cirurgia estética e reparadora para proporcionar o melhor resultado, sempre com o objetivo de evitar a deformidade local e promover uma cicatriz de melhor qualidade.